Claro que há coisas que me arrependo, coisas que gostaria de desfazer, coisas que mudaria se eu pudesse, mas devemos viver com resíduos de nossas escolhas; e com as conseqüências de nossas ações.
Não podemos dizer que não fomos avisados, todos conhecemos os ditados, ouvimos os filósofos. Ouvimos os avisos de nossos avôs sobre o tempo perdido, ouvimos os malditos poetas nos mandando aproveitar ao máximo. Mas ainda sim, ás vezes nós pagamos pra ver.
Você chora porque chegou no seu limite, e você precisa esvaziar-se. Ele não indica fraqueza, mas sim que você precisa baixar um pouco a guarda para levantar-se forte novamente. Você não é fraca, você é uma fortaleza.
Há uma beleza imensa em tudo que há em você e todas as energias boas que você traz quando chega junto. E isso não é um clichê, nem palavras apenas. É o que te compõe, sua essência é bonita de se ver, gostosa de sentir. É bem desses pessoas que chega e sai iluminando tudo por aí.
Eu tinha 17 anos e ela 16. Não completou nem duas semanas depois do primeiro beijo e mesmo assim à pedi em namoro. É claro, eu era um adolescente impulsivo e que não pensava direito mas é que estava completamente deslumbrado e apaixonado por aquele sorriso, por aquele olhar e por aquele lindo e encantador jeito de ser. Hoje já se passaram 20 anos e eu ainda a olho do mesmo jeito, e se eu pudesse voltar atrás eu faria tudo do mesmo jeito. Temos um casal de filhos e somos mais felizes a cada dia que passa, e de uma coisa eu tenho certeza: tê-la pedido em namoro naquele pequeno tempo de convivência foi a melhor escolha que eu poderia ter feito em toda minha vida.
Dolorosa é essa ideia de continuar. Estou cansada de planejar idas e vindas, recriar caminhos e escolhas que outrora não me moveram. Lutar por algo é uma prova de amor próprio, uma forma de não aceitarmos o nosso fracasso e seguirmos em frente.